1/16/2006

Song For Sarah*












É nas tuas mãos que encontro o que não perdi. E o que não peço. Como se as minhas fossem. Estou suspensa nas tuas mãos. Como nas minhas. Estou suspensa na noite. E grito. Até ficar com os nós dos dedos brancos. Grito na noite. Suspensa nas tuas mãos onde (me) encontro. Sem estar perdida. E, todavia, achada que estou. É das tuas mãos. Que eu preciso. Agora.

* Tomasz Stanko Quartet (5:33) in ‘Suspended Night’

8 comments:

maria said...

Descobri-te, Elisa (não foi difícil... és sobejamente divulgada). Vou ser tua visitante assídua. Não tenho como não ser. Zás!... Fui apanhada, numa bebedeira de jazz...
Um abraço.

Elisa said...

Olá Maria
Muito obrigada por me teres achado. Obrigada pelas visitas. Obrigada por te quereres embebedar.
Outro abraço.

Rui said...

Olá, Elisa, gostei muito da tua visita, obrigado.
Nesta manhã de neblina quero dizer-te: as tuas composições (música mais texto): não se trata de as partilhar. Por mim, elas são na maior parte das vezes vividas, sempre com densidade e leveza. Mesmo quando começo por não estar consciente disso. (E eu que pensava que não gostava de jazz!?) Bj

Elisa said...

Olá Rui
de nada. Já não ia visitar-te há algum tempo... nem tu a mim, me parece. Se por causa das minhas coisinhas gostares um bocadinho de jazz... já fico contente.
Bjo

Carlos Azevedo said...

Ai, ai, Elisa. Acho que é altura de colocar uma música adequada às circunstâncias. Talvez o "Strange Fruit", da Billie...

Elisa said...

Bela sugestão. Bela sugestão Carlos. Mas eu só me lembro de músicas de intervenção nacionais, para a situação presente. A democracia é o melhor de todos os sistemas e patatipatata. Raios!

Carlos Azevedo said...

A democracia continua a ser o melhor sistema, Elisa. Tem é momentos de desânimo. Há que seguir em frente!

E tem razão, músicas de intervenção. Vou pôr a tocar Zeca Afonso.

Elisa said...

Claro que continua, Carlos.
Em frente é que é o caminho mas... estou cabisbaixa, de orelha murcha e sim, chegaram-me aos olhos, as lágrimas, tal qual previra.
'Nunca mais te hás-de calar, ó Zeca!' Boa escolha.