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7/10/2008

You Say You Care*























Jackson Pollock -Shimmering Substance

What am I to you? What am I to you? What are you to me? What are you to me? What I am you are. What you are I am.


*John Coltrane (6:17) in 'Fearless Leader'

6/20/2007

Come Fly With Me*



















Jackson Pollock - Galaxy


As comemorações continuam. Porque há na música um universo de sentidos que deve ser celebrado.

* Count Basie Orchestra (3:03) in 'Frankly Basie: Count Basie Plays the Hits of Frank Sinatra'

10/04/2006

Evidence*











Jackson Pollock - Convergence

O resto é sempre muito. Demasiado. Parecido. Quase sempre. E chorar. Limpa. Ou. Apenas. Suja mais. Pensamo-nos diferentes. Demasiado. Mas pouco há que nos distinga. O resto. É mesmo. O mesmo. Demasiado igual. Até o choro que nos limpa. Até o choro que nos suja. Aquilo que separa as pessoas é. Exactamente. O que as torna iguais. O que nos limpa. O que nos suja. Por vezes é. Exactamente. O mesmo. São as grandes crateras. As quedas dos pequenos meteoritos. Os movimentos. Tão pequenos. Da terra. São os desertos que nos crescem. Dentro. Esses grandes vazios. Impossíveis de cruzar.

* Thelonious Monk Quartet & John Coltrane (4:41) in 'Thelonious Monk Quartet with John Coltrane at Carnegie Hall'

9/18/2006

The Wind*








Jackson Pollock - Autumn Rhythm


Só isto. Por uma vez. Só isto. Ouvir o vento. E estar certa. Não sei que coisas transporta o vento. Mas penso que música. Definitivamente música. Mas parece que também um coração partido. Daquele exacto modo em que as flores se partem, depois de quebradas por um excesso de água. Ou uma extrema ausência. Não sei que coisas traz o vento. Definitivamente a música. Incertamente uma flor partida. Um coração quebrado por uma extrema ausência. De si mesmo. O vento traz. Talvez. A inconstância dos dias em que temos que ser. Mais. Para além do vento. Em que temos que ser. A flor partida. O coração quebrado. A música que estranhamente se vai esvaindo. Só isto. Por uma vez. Só isto. Ouvir o vento. E estar certa. Que as flores se partem. E. As folhas dançam no Outono exactamente ao mesmo ritmo que os corações quebrados batem. Ouvir o vento e estar certa. De que sou daqui. E as pessoas daqui... sabem? As pessoas daqui não são iguais às outras. São estranhas pessoas. As que ouvem o vento. E únicas. De certo modo únicas. Como é único cada movimento. Do vento.

* Quoyle (4:03 ) Round About Midnight

9/11/2006

Over the Rainbow*












Jackson Pollock - Greyed Rainbow

O mundo nunca foi um lugar seguro. Mas, apesar das suas mais feias faces, o mundo é ainda um belo lugar. Há e houve sempre notas de esperança. Na música. E. Estou segura. Na humanidade.

* Keith Jarrett (6:02) in 'La Scala'

8/07/2006

Saudades*








Jackson Pollock - The Key



Saudades. Muitas. E só de ti. Mas quem és tu? Serás aquele que primeiro amei. Ou o outro, que primeiro me amou? Ou aquele com quem vivi. Ou aquele que viveu comigo? Serás quem amo ainda. Ou quem já abandonei há muitas horas? Serás quem me ateia os incêndios nocturnos. Ou aquele que os apaga em gestos suaves? Serás aquele que expulsei da minha casa. Ou quem a mim me expulsou? Serás quem me ensinou a ler um corpo. Ou aquele que aprendeu comigo o alfabeto da lingua vagarosa sobre a pele? Serás o que matou ou quem matei? Quem és tu, de quem sinto estas saudades muitas? Tantas como quem deixou um mundo de coisas abertas na vida e perdeu as chaves no caminho.

*Trio Beyond: Jack DeJonhette, Larry Goldings; John Scofield (10:46) in 'Saudades'

6/19/2006

Parallels*

















Jackson Pollock - Male and Female


Viveremos. É verdade. Que viveremos. Tu contra o que te dei. Eu a favor de quanto me ofereceste. Paralelos. Viveremos. Como duas linhas que jamais se encontrarão. Tendo-se já encontrado. Como duas margens de um rio. Juntas na nascente. Mas depois. Transportando a água. Para outra água. Viveremos. Certamente. Viveremos. Afastados da nascente. Velozmente. Procurando. Outra água.
Não sei onde te perdeste dos meus olhos, se ainda os tenho. Não sei onde te desencontraste das minhas mãos, se ainda são minhas. Não sei onde te esqueceste do meu corpo, se ainda o sinto. Não sei onde deixaste a minha boca. Se ainda a tenho aberta à espera dos teus dedos. Um por um. Não sei para onde foste, se ainda aqui te encontro. Mas creio saber que te vestiste. E mesmo assim. Entraste. Nessa outra água que não transporto. Enquanto eu continuo nua. Nua como quando foste tu que me vestiste. Mas de gestos. Nua como quando também estavas nu. Como quando nascíamos da mesma água e nos fazíamos dançar. Uma e outra vez. Como quando corríamos no mesmo rio. E não tínhamos margens a limitar a nossa dança. Nua à espera que regresses. Sabendo já que. Viveremos. Seguramente. Viveremos. Paralelos. Os meus olhos já esquecidos. As minhas mãos já sem magia. O meu corpo sendo apenas o meu corpo. A minha boca à procura da tua, na expectativa da água onde (nos) dançaríamos. Outra vez.

*Keith Jarret (4:58) 'Dark Intervals'

6/02/2006

All Right, Okay, You Win*

















Jackson Pollock - The Moon-Woman


Agora. A lua está tão crescente. E eu estou assim. A ver se não mirro. Agora. Vamos dar ritmo às estrelas. Esquecer que estão mortas. Agora. Só me apetece ser feliz. Deve ser destas noites carregadas de flor. Cobertas de cheiros. Agora. A mim também. Só me apetece estar em flor. Crescente de de dias claros. Grávida como as árvores de fruto. Coberta do cheiro das giestas e do jasmim. Deitar-me nua contigo nas ervas quentes. E fingir. Que estou na lua.

* Peggy Lee (2:53) in 'The Best of Miss Peggy Lee'