2/10/2006

Let's Face The Music And Dance*











Picasso - Mulheres correndo na praia

Tempos difíceis. Já sabemos. Antes que nos peçam para pagar uma qualquer conta que o carteiro não nos trouxe (mesmo se as contas. Sejam já a única coisa. Que o carteiro nos traz)... será bom lembrarmo-nos que haverá sempre qualquer coisa que nos é oferecida. Luar. Música. Amor. Romance. Mesmo que a conta a pagar seja alta. Por nos termos esquecido de qualquer coisa. Lá atrás. Ou por termos dado tudo. Mais adiante. Lembremo-nos que por enquanto ainda há. Luar. Música. Amor. Romance. E palavras para ler e para dizer. Palavras diferentes. De Problemas. De contas. De deves. E de haveres. E de teres. Palavras que nada custam. Movimentos que não encerram intenções. Por enquanto ainda há. Boas inquietações. E razões. Para enfrentar a música e dançar. Como se não viessem daqui a pouco. As contas. Para pagar.

*Escolhi para o Carlos Azevedo a versão da Anita O'Day (3:16) in 'Pick Yourself Up'
Mas gosto também destas versões:
Ella Fitzgerald (2:56) in 'The Complete Ella Fitzgerald Song Books'


Sheila Jordan (1:15) in 'Portrait of Sheila Jordan'


Diana Krall (5.18 ) in 'When I Look in Your Eyes'

15 comments:

Carlos Azevedo said...

Obrigado, Elisa!
Não conheço as versões da Diana Krall e da Ella (não tenho o "Sings the Irving Berlin Song Book"); a versão da Sheila Jordan já conheço (tenho o disco) e gosto muito (aliás, o disco é excepcional). Sabes, fui assistir ao concerto da Sheila em Oeiras, há cerca de 4 meses, e fiquei atónito com a força daquela mulher! E já lá cantam 76 anos. É a tal história: velhos são os trapos!
Abraço.

Elisa said...

Viva Carlos
A minha preferida destas 4 que apresento é mesmo a da Sheila Jordan. Velhos são os trapos, efectivamente.
Bjo

zita said...

Que bom ter passado por cá.... adorei e deliciei-me com a musica...parabens.

Carlos Azevedo said...

Eu sei que o que vou dizer é uma heresia, mas não gostei da versão da Ella. A voz é fantástica, evidentemente, mas falta-lhe qualquer coisa. Devo confessar que é um problema que eu tenho algumas vezes com a Ella Fitzgerald: acho que falta alguma coisa (sentimento?...) nas versões interpretadas por ela. Mas há discos que são do outro mundo; destaco dois: "Ella in London" (1974) e "Intimate Ella" (1960).

Carlos Azevedo said...

A explicação deve ser esta: por analogia com aquelas divisões redutoras que os literatos fazem (entre, por exemplo, camilianos e queirosianos), eu sou um "billiano", e não um "elliano".

Bruno said...

Já há uns dias que não passava por cá, mas já vi que o teu espaço continua um espanto, Elisa. Gostei muito da versão da Sheila Jordan que não conhecia.
Uma sugestão para uma audição mais prolongada: Gene Ammons a tocar 'Didn't We'. Tenho andado apaixonado por essa música. É uma balada lindissíma e tocada profundamente pelo Ammons ao saxofone.

Bjs

Elisa said...

zita
obrigada pela visita :-)

Elisa said...

Carlos
Eu acho a versão da Ella desta música, muito refrescante. Essas divisões são, de facto, redutoras... mas confesso que também prefiro sempre a Billie à Ella. No caso desta música... vou pela S. Jordan ;)

Elisa said...

Bruno
sugestão registada. Parti,lha de gostos.
Bjo

Carlos Azevedo said...

Comprei ontem um CD da Sheila Jordan, "Celebration - Live at the Triad", gravado ao vivo no clube de Nova Iorque em Novembro de 2004. Simplesmente fantástico. Recomendo-te vivamente!

Elisa said...

Carlos
Ora viva. Da Sheila Jordan só tenho o 'Portrait...'. Recomendação aceite :)
Obrigada

Carlos Azevedo said...

Vais adorar este, Elisa. É a especialidade da Sheila: cantar acompanhada apenas pelo contrabaixo. E este é tão intimista... Vais gostar.
Abraço.

Elisa said...

:-) Carlos. Só pelo entusiasmo que colocas na apresentação, já gosto. Arrematado!
bjo

IO said...

Continuo a gostar imenso de cá vir, obrigada - um beijo, IO.

Elisa said...

Obrigada eu, IO
Bjo