Memórias com Jazz. Bebedeiras de música. Jazz com letras. Orgias de palavras. Memórias de sentidos. Viagens com palavras. Bebedeiras. Viagens. Letras. Sentidos. Jazz
Quando uma pessoa se vai embora sem se despedir, isso magoa-me e deixa-me inseguro: será que não vai voltar?, ou simplesmente nem se deu conta que eu existo? Porque uma despedida, Elisa, pode ser uma maneira de dizer: estou a afastar-me de ti agora, mas vou voltar. É uma maneira de dizer: foste e és importante para mim. (estarei pr’aqui a dizer asneiras?)
Hum... acho que sim, Rui. Desculpa. Mas estou a ver estas coisas das despedidas do meu ponto de vista. Para mim é sempre ir embora. E há pessoas de quem eu gostaria de nunca me despedir.
"no silêncio e na solidão que procuramos", "na solidão e no silêncio que não queremos encontrar" - é toda uma diferença, não é? ;)
"Em cada despedida há alguém que morre" - ou morremos nós um pouco dia após dia (como dizem alguns, no que o tempo nos aproxima da morte), (digo eu, no que nos foi ficando por fazer, dizer, respirar, viver,...)
mas, claro, há despedidas e há reencontros - ou nascemos nós um pouco dia após dia (como dizem alguns, no que o tempo nos traz de mudança), (dizias tu, no tempo que começa,...)
é sempre curioso poder ouvir várias versões. aqui, o meu gosto pessoal virou-se para a da Nina Simone (tão melancólica) e a da Sarah Vaughan.
não conhecia Charlie Haden até ouvir o seu trabalho com Pat Metheny (que, confesso, não é género de minha eleição); mas esse trabalho em conjunto ("Missouri Sky", creio)... gostei! conheces?
E cada vez que digo olá parece que se abre uma porta sobre um mundo novo. Admirável, se o olhar o permitir. Gostei da bebedeira. E dizia o poeta que de vinho, poesia ou virtude... o que é preciso é embriagarmo-nos. Hoje vou contar que apanhei uma bebedeira de azul. Toma um beijo, porque sim.
margem... despedidas, reencontros. Acho que de uma vez para a outra se perde alguma coisa. Não sei. Uma coisa qualquer. Mas talvez esteja errada. Gosto do Pat Metheny e do C. Haden mas... (ó ceus!) não conheço esse disco de que falas. Vou já resolver a falha (esta).
Olá Contador de Gaivotas (este nome é fantástico). Tenho falado de gaivotas nos meus outros blogs... e apareces tu, que as contas? :-) Porque sim, toma um beijo também.
o CD chama-se "beyond the Missouri Sky" e eu gosto, porque não tem aquela sonoridade jazz-rock (não sei se é o termo correcto) que não aprecio muito no pouco que ouvi do Metheny. deves encontrar informação aqui: http://www.patmethenygroup.com
já agora, a outra (única) ocasião em que ouvi Charlie Haden foi num CD deste com Carlos Paredes (bom, agora não me lembro se o fizeram em conjunto ou se Haden interpretetou Paredes, mas penso que foi em conjunto): chama-se "Dialogues".
Mais oui, margem pour les Dialogues. E obrigada, pelo resto, tudo. Olha lá... nós não devíamos ir beber um café ou assim? Isto é engraçado... estivemos tão perto e agora é que estamos mais próximas, na verdade. Coisas de viver nas cidades ou coisas de viver ao contrário dos outros, nos horários... digo eu.
... depois escrevo. vou estar uns dias fora, tentar... (que o calor sufoca, não soa a férias, eu tb não). (ah, mas pior, pior, o calor deixa-se usar, e a terra morre, a gente morre :( )
16 comments:
Quando uma pessoa se vai embora sem se despedir, isso magoa-me e deixa-me inseguro: será que não vai voltar?, ou simplesmente nem se deu conta que eu existo?
Porque uma despedida, Elisa, pode ser uma maneira de dizer: estou a afastar-me de ti agora, mas vou voltar. É uma maneira de dizer: foste e és importante para mim.
(estarei pr’aqui a dizer asneiras?)
Hum... acho que sim, Rui. Desculpa. Mas estou a ver estas coisas das despedidas do meu ponto de vista. Para mim é sempre ir embora. E há pessoas de quem eu gostaria de nunca me despedir.
Também eu.
"no silêncio e na solidão que procuramos", "na solidão e no silêncio que não queremos encontrar" - é toda uma diferença, não é? ;)
"Em cada despedida há alguém que morre" - ou morremos nós um pouco dia após dia (como dizem alguns, no que o tempo nos aproxima da morte), (digo eu, no que nos foi ficando por fazer, dizer, respirar, viver,...)
mas, claro, há despedidas e há reencontros - ou nascemos nós um pouco dia após dia (como dizem alguns, no que o tempo nos traz de mudança), (dizias tu, no tempo que começa,...)
margem
da música -
é sempre curioso poder ouvir várias versões. aqui, o meu gosto pessoal virou-se para a da Nina Simone (tão melancólica) e a da Sarah Vaughan.
não conhecia Charlie Haden até ouvir o seu trabalho com Pat Metheny (que, confesso, não é género de minha eleição); mas esse trabalho em conjunto ("Missouri Sky", creio)... gostei! conheces?
margem
E cada vez que digo olá parece que se abre uma porta sobre um mundo novo. Admirável, se o olhar o permitir.
Gostei da bebedeira. E dizia o poeta que de vinho, poesia ou virtude... o que é preciso é embriagarmo-nos.
Hoje vou contar que apanhei uma bebedeira de azul.
Toma um beijo, porque sim.
E cada vez que digo olá parece que se abre uma porta sobre um mundo novo. Admirável
Pois... já vês, Rui,
margem... despedidas, reencontros. Acho que de uma vez para a outra se perde alguma coisa. Não sei. Uma coisa qualquer. Mas talvez esteja errada.
Gosto do Pat Metheny e do C. Haden mas... (ó ceus!) não conheço esse disco de que falas. Vou já resolver a falha (esta).
Olá Contador de Gaivotas (este nome é fantástico). Tenho falado de gaivotas nos meus outros blogs... e apareces tu, que as contas? :-)
Porque sim, toma um beijo também.
o CD chama-se "beyond the Missouri Sky" e eu gosto, porque não tem aquela sonoridade jazz-rock (não sei se é o termo correcto) que não aprecio muito no pouco que ouvi do Metheny.
deves encontrar informação aqui:
http://www.patmethenygroup.com
já agora, a outra (única) ocasião em que ouvi Charlie Haden foi num CD deste com Carlos Paredes (bom, agora não me lembro se o fizeram em conjunto ou se Haden interpretetou Paredes, mas penso que foi em conjunto): chama-se "Dialogues".
margem
Mais oui, margem pour les Dialogues. E obrigada, pelo resto, tudo. Olha lá... nós não devíamos ir beber um café ou assim? Isto é engraçado... estivemos tão perto e agora é que estamos mais próximas, na verdade. Coisas de viver nas cidades ou coisas de viver ao contrário dos outros, nos horários... digo eu.
... depois escrevo. vou estar uns dias fora, tentar... (que o calor sufoca, não soa a férias, eu tb não).
(ah, mas pior, pior, o calor deixa-se usar, e a terra morre, a gente morre :( )
margem
As versões que apresenta são opções de 1.ª linha. Faltou, contudo, o "ex-libris": a versão de Ella Fitzgeralg in "The Cole Porter Soongbook".
Carlos
Ola desde Praga. Tem razao. Faltou essa versao. Mas confesso que gosto menos dela do que das que apresento. Obrigada e va passando.
Isso é exactamente o que sinto em relação à despedida. Com uma diferença. a elisa conseguiu expôr isso desta forma. eu não. obrigado.
casimiro
http://mentes-in-quietas.blogspot.com
Post a Comment