11/23/2006

Find Me In Your Dreams*
















Eu durmo. Mas não sou eu. (Nunca fui eu). Quem (me) sonha. Não sei em que sonhos me encontro. Não sei quem posso ser. Eu durmo. E nada sou.

*Pat Metheny, Brad Mehldau ( 6:10) in 'Metheny/Mehldau'

9 comments:

  1. Tu és tanto para mim, tantas coisas... mas o que interessa agora é dizer que este post é muito bonito. Este post és tu.

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  2. E também és tu. Porque já me encontrei nos lugares em que tu sonhas. Quando dormia menos e pensava saber quem sou.

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  3. Não sei se o sonho é a fronteira entre ser e não se ser... mas creio que quando outros nos sonham, ganhamos uma nova realidade... bom, pelo menos uma dimensão diferente. Não sei. Na verdade.
    Obrigada pela visita e pelas palavras.

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  4. Anonymous2:08 PM

    Quem serei ao acordar? Porque só nos sonhos encontro a minha realidade....

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  5. nos dos outros? também eu. Nos meus não sei... nunca sonho ou melhor, rarmente me lembro do que sonho. É como se não sonhasse.

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  6. Um belo sono...mas há sonhares acordados tão belos que não apetece...adormecer!

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  7. Miguel
    eu acordada nunca sonho. Os sonhos são uma coisa que estraga muito a realidade e esta uma coisa que estraga muito os sonhos. Tenho para mim que são incompatíveis e por isso atenho-me à realidade (à minha). Sou bastante dorminhoca (embora a horas completamente diversas das do comum dos mortais) pelo que... pois... gosto muito de dormir, sendoq ue considero a minha bela cama o lugar mais seguro do universo.

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  8. Eis o que diz um poeta (seu conterrâneo) chamado Mário. Talvez você o conheça:

    Escavação

    Numa ânsia de ter alguma coisa,
    Divago por mim mesmo a procurar,
    desço-me todo, em vão, sem nada achar,
    Nada tendo, decido-me a criar:
    Brando a espada, sou luz harmoniosa
    E chama genial que tudo ousa
    Unicamente à força de sonhar...
    Mas a vitória fulva esvai-se logo...
    E cinzas, cinzas só, em vez de fogo...
    --- Onde existo que não existo em mim?
    ......................................................................
    Um cemitério falso sem ossadas,
    Noites d'amor sem bocas esmagadas -
    Tudo outro espasmo que princípio ou fim...

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  9. Isso é que é tratar os poetas por tu, Salsa :-) Evidentemente que conheço Mário de Sá Carneiro. Seria praticamente impossível não conhecer esse melancólico militante, aliás mais que isso... esse desencontrado de si mesmo.

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